sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

uma palavra que outra...

e o que falar sobre a vida?
e o que falar sobre mim?
falar de você?
seleciona, e aperta o delete...
seleciona, ctrl C, ctrl V, corta, recorta, emenda ...
desfaz e faz, ajusta, mede, caprixa e não fica a mesma coisa...
logo depois que Julie cometeu um erro, ela senta no computador e pensa
que pode tentar concertar o que aconteceu assim como concerta seus textos, assim como
concerta a maquiagem pela manhã quando vai pra aula e pensa que  tem apenas 18 anos
e um mundo a conquistar, isso tudo depois do café da manhã.
Jullie se olha no retrovisor de seu conversível e pensa que erros devem ser cometidos e que o tempo está aí para concertá-los, que os erros são apenas passageiros e que palavras ditas são como uma música popular, onde você pode encarar ela de vários angulos, e ela não está totalmente errada, mas ela é inconsequente perspicaz, ela comente erros, ela comente muitos erros aos som de musicas populares.
Jullie para o conversível em uma grande estrada deserta, tira os óculos de sol em formato de raiban, cor amarronzada, cabelos ao vento, o tempo está nublado, Jullie sabe que cometeu um grande erro e pela primeira vez pensa nele como algo que não se parece como musica popular, mas uma ópera, um drama e pensa que fugir daquilo que mais amava não foi a saída correta, de calças rasgadas no joelho e regata preta, Jullie entra no carro e volta para conversar com Nicki.
Nicki é a pessoa em que Jullie se refere quando pensa no erro, ele está numa cadeira de balanço, cabelos grisalhos, nada parecido com um colegial forte e jovial, Vô Nick, ele o avô de Jullie tinha falado mais cedo que devemos viver a vida um dia de cada vez, explicado a neta que o importante na vida são as palavras que saem de nós e como as pronunciamos, Jullie não entendeu naquele momento e como uma música popular expulsou todo seu ar jovial e irônico ao avô que em seguida de sua saída brusca, apenas sorriu.
Nicki falou apenas que as palavras são a ponte entre nós e a felicidade, tudo aquilo que anunciamos tem uma consequencia, para o bem ou para mal, para o inesperado e para previsível. Nick com 60 anos já tinha amado muito sua esposa e sabia que a conquistou com modo doce com que falava.
Jullie chegou a varanda onde seu avô estava e lhe falou com palavras doces que o desculpava por não ter usado as palavras certas para dizer que ela estava errada e que o amava mesmo assim.
Nick sorriu e falou para Jullie: - Minha querida, aprendeu hoje sobre palavras, outro dia iremos falar sobre como interpretá-las.

Feliz Ano Novo!
Interprete seu 2013 e componha ele de doces palavras!


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

uma ou duas doses de felicidade

Um dia chuvoso, com lágrimas de ontem e um coração apertado....
E eu me pergunto em meio ao um conflito de sentimos o que seria realmente estar feliz?
Quarta-feira, 19 de dezembro de 2012, essa data pode dizer muito para alguém que nesse momento
está pulando de felicidade e para mim que fui dormir chorando ontem por não saber lidar com a minha, com a falta dela, ou quem sabe até pelo muito que ela tem a me oferecer...
A felicidade é complicada e danadinha, nos faz ver o paraíso, sem ela, nos faz sentirmos no inferno,
nos tornamos dependentes e subordinados de um sentimento sem razão e sem escrúpulos...
Noooossa, coitadinha da felicidade, mas porque dependemos diariamente de doses homeopáticas dela para sentirmos outros sentimentos como paz, amor, compaixão. Como uma dose de insulina a felicidade entra em nossas veias e "buum" nos tornamos melhores do que somos, mais divertidos do que gostariamos, mais falantes do que o de costume e sim mais chato do que as pessoas pensam de nós.
Quando em overdose de felicidade, ficamos transloucados, ílucidos, feroses e meio bobos, sem ela só vimos um canto frio e solitário, de preferencia branco ou cinza para ficar mais sombrio.
Gostamos de curtir a deprê, gostamos de não estar em deprê, afinal se é pra ser deprê, vamos "lasca" geral com tudo e sofrer pra valer! Chamar a felicidade de filha da puta e dizer que o que é nosso está enterrado!
Poxa Vida, vida bandida, vida canalha, vida linda, maravilhosa, de pássaros cantando...
A bipolaridade acompanha-nos onde fomos e a vou lhes contar um segredinho, a felicidade também!
é só deixarmos ela se hospedar, ela dorme alguns dias, mas esta ali!sempre vai estar ali esperando a bipolaridade sumir, a deprê não vencer e "bummm" tudo acontece...
as gotas dechuva não caem mais, as lágrimas de ontem não correm mais  e o coração apertado, fica livre como passarinho sem gaiola. É verdade, uma quarta de dezembro pode se tornar muito feliz! Se ainda não está, corre que ainda dá tempo!  Como insulina ela dura o tempo suficiente para adoçar nossas células e reduzir o que nos faz mal! Aproveite!Já!

Até a próxima!